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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Trevor

Debaixo do negror das trevas
contemplo o mundo a girar,
deitado sobre íngremes ervas
o rosto voltado pro ar.

Não preciso fechar os olhos
as trevas me fazem sonhar,
meu espírito é puro luto,
minha mente puro pesar.
Meu andar é resoluto
já não vivo, sou ser a vagar.
Jamais voltarei a amar.

Assim como no imenso mar,
nas trevas venho me afogar.
O fogo me consome por dentro
como incêndio em campo extenso.
Deste modo me sinto queimar,
não quero pensar, mas penso
deixo o incêndio se consumar.

Jamais sairei do negror,
à luz não vou mais me expor.
Nas trevas me sinto alado,
E alço meu voo, calado. 
(V.C.)

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